Narcisistas e os malefícios para a saúde - Ansiedade (parte2)

Atualizado: 9 de ago. de 2021


Citamos duas coisas muito importantes para o controle da ansiedade. A primeira, retomando o final da parte 1, é o autoconhecimento que gera transformação e a segunda, que vamos abordar agora, é a .


Ter fé não significa acreditar cegamente.

Nós precisamos desenvolver crenças. Isso ajuda a contribuir com o bem estar. Após uma crença estabelecida o cérebro trabalha para mantê-la viva e permanente.

Por isso, no caso das religiões, tema já abordado em outra sequência de vídeos no mês de junho, quando a pessoa se estabiliza em uma religião que acredita, abre seu coração e é aí que pode acontecer o engano, surgindo o desapontamento, a dor e a dissonância cognitiva, já que o ambiente religioso costuma manifestar líderes com transtorno de personalidade narcisista. Daí a importância em formar uma crença com bases sólidas e com convicção na verdade.

Também é importante lembrar que se você crê em algo que te faz mal, o medo vai se manifestar. O seu corpo dará sinais de medo por meio de alergias, ansiedades e você vai acreditar que possui alguma coisa latente com potencial de acontecer.


Acreditar é ter esperança.

Quando uma pessoa não acredita, fica a mercê de suas próprias sensações. A intuição deve ser usada como uma ajuda, um reforço para os dados que você coleta quando sente que algo não vai bem, e não como única fonte.


Um ponto de partida para se conhecer melhor é identificar o que não se sabe sobre si.

A partir daí você já começa a adquirir um pouco de sabedoria.


Sinapses


Em cada experiência vivida é formada uma rede neural por meio de sinapses. A sinapse é uma transmissão química de um neurônio para outro. Quanto mais vezes é repetida determinada sinapse, mais forte fica e muitas vezes somente um pensamento já é suficiente para desenvolver um potencial de ação. Até um ponto em que você nem está pensando, mas esses determinados neurônios estão por si só se comunicando por meio de neurotransmissores, gerando contração muscular, sudorese, respiração ofegante, ou outras formas que levam aos sintomas de ansiedade.

O registro emocional feito pela amígdala, que é a parte responsável por isso no nosso cérebro, é um registro de interpretação dos fatos vividos. Repare que o importante é como você interpretou determinado fato e a emoção desencadeada por ele.


Na infância, o hipocampo não está totalmente formado. A criança ainda não tem emoções próprias. O que acontece de fato é que ela absorve as emoções do ambiente. Os acontecimentos presenciados por uma criança são registrados como imagens, sensações e mais tarde transformadas em gatilhos emocionais. Por exemplo, se foi visto um ato de violência e naquele dia houve muito sol, ou uma música tocava naquele momento ou até mesmo algum cheiro específico, isso na vida adulta, quando sentido novamente, pode desencadear um gatilho, gerando um estado de medo, nervosismo ou ansiedade.


Isso tudo é uma porta de entrada para o narcisista, porque ele sabe prender a pessoa com as situações e impressões que são familiares, mas que não são boas.


O autoconhecimento proporciona descobrir suas vulnerabilidades e aprender formas de autocontrole.

Esse controle pode ser gerado por um conjunto de medidas com o mesmo objetivo. Pode ser medicamento devidamente receitado por um profissional, associado ao exercício físico e à terapia. É um tripé, pois durante uma crise, somente uma das práticas não será suficiente. Se trata de um processo individual, onde você vai verificando o que lhe traz melhores resultados.


Um sobrevivente de relacionamento com pessoa acometida pelo transtorno de personalidade narcisista precisa aprender a se proteger de situações que possam estimular possíveis gatilhos. Deve se evitar tudo que remeta às lembranças do passado, pois o narcisista nunca despreza uma chance com uma presa em potencial.


Faz parte da cura do relacionamento o cuidado durante todo o resto de sua vida.

Não queira fazer nenhum tipo de vingança ou mostrar que está bem. Isso não faz parte da elevação do seu self. Cuide da sua criança interior, esqueça qualquer forma de querer mostrar ao seu algoz que superou. Ele não merece nenhuma atenção mais.

O nosso sistema nervoso age dessa forma, se contrai para se proteger às ameaças.

Então, a sabedoria está em seguir essa orientação e agir da mesma forma, seguindo a intuição, os sinais que o corpo fornece e obter a educação necessária para se curar da codependência.




Texto baseado no vídeo de 18 de julho do canal Psicanálise & Eu no Youtube

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