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Os traumas na infância e as consequências na vida adulta


Os traumas na infância podem ter consequências significativas na vida adulta, afetando o bem-estar emocional, físico e psicológico da pessoa. Um trauma na infância pode ser definido como um evento ou situação que é percebido como uma ameaça à integridade física ou psicológica da criança, que pode desencadear uma resposta de medo, terror, desamparo ou horror.

Os traumas na infância podem ter efeitos duradouros na saúde mental e física da pessoa, incluindo:

  • Transtornos de ansiedade, depressão e estresse pós-traumático;

  • Dificuldade em estabelecer e manter relacionamentos saudáveis;

  • Problemas com autoestima e autoconfiança;

  • Comportamentos destrutivos como abuso de substâncias químicas, comportamentos alimentares desordenados, comportamento sexual de risco, entre outros;

  • Problemas de saúde física, incluindo doenças crônicas, problemas de sono e outros problemas de saúde relacionados ao estresse.

Além disso, os traumas na infância podem afetar o desenvolvimento cognitivo e social da criança, resultando em dificuldades de aprendizagem, problemas de comportamento e habilidades sociais deficientes.


É importante reconhecer que os traumas na infância podem ter consequências significativas na vida adulta e procurar ajuda para lidar com as emoções e os desafios decorrentes desse tipo de experiência. O tratamento pode incluir terapia individual ou em grupo, medicamentos e outras abordagens terapêuticas. É importante lembrar que o tratamento pode ser eficaz e ajudar as pessoas a se recuperarem e viverem uma vida plena e significativa


Por quê a adolescência pode aflorar os traumas recalcados?


A adolescência é uma fase da vida que é frequentemente marcada pela crise de identidade. Durante esse período, os jovens passam por uma série de mudanças físicas, emocionais e sociais que podem deixá-los confusos e incertos sobre quem são e quem querem ser.


A crise de identidade é uma fase normal e natural do desenvolvimento humano, e é importante lembrar que cada adolescente passa por ela de forma diferente. No entanto, há algumas características comuns que podem ajudar a entender melhor essa fase:

  1. Busca por autoconhecimento: Os adolescentes começam a questionar sua identidade e a explorar diferentes aspectos de si mesmos, incluindo suas crenças, valores, interesses e habilidades.

  2. Influência dos pares: Os adolescentes tendem a se comparar com seus colegas e amigos e podem sentir pressão para se encaixar em um determinado grupo social ou seguir as tendências da moda e do comportamento.

  3. Conflito com a autoridade: Os adolescentes podem se sentir desafiadores em relação às regras e limites estabelecidos pelos pais, professores e outras figuras de autoridade, como uma forma de afirmar sua autonomia e independência.

  4. Flutuações emocionais: A adolescência é uma fase de altos e baixos emocionais, com sentimentos intensos de alegria, tristeza, raiva e medo, que podem afetar a autoestima e a autoconfiança.

  5. Incerteza sobre o futuro: Os adolescentes estão começando a pensar em seus planos e objetivos de vida, e podem sentir-se inseguros sobre suas habilidades e oportunidades.

Para ajudar os adolescentes a lidar com a crise de identidade, é importante que eles tenham um ambiente de apoio seguro e encorajador, onde possam expressar suas emoções e ideias sem medo de julgamento. Além disso, é importante incentivar a busca por novas experiências e atividades que possam ajudá-los a explorar e descobrir mais sobre si mesmos. A terapia também pode ser uma opção valiosa para adolescentes que estão enfrentando dificuldades na construção de uma identidade saudável e positiva.


Getúlio Tamid é Psicanalista, Educador Social e Pós graduando em Antropologia e Neuropsicopedagogia Institucional e Clínica. Para atendimento clínico, envie uma mensagem no WhatsApp 11-99006-7270

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